et caetera
Para os internautas hipocondríacos
Quando estiver doente, ou pressupor que está doente, procure um médico, não a internet. Sites de consultórios médicos renomados, programas de tevê e fóruns em comunidades virtuais (estes principalmente) só servirão pra lhe enfiar mil bobagens na cabeça e onde mais você queira. Sem lubrificante.
Você passará a não dormir, a não comer e, aí sim, você estará doente. Um espirro mais alto é um dos poucos resquícios do seu pulmão, deteriorado pela tuberculose. Um pum, ah, é o último suspiro do seu intestino corroído. Bem vindo à sua iCova! Se é a primeira visita, conte-me seus sintomas.
Para os órfãos de pais vivos
Falta de caráter é problema genético. Se o pai é um filho da puta, o filho é da putinha. Geralmente é aquela secretária gostosa que faz companhia no trabalho e liga pra ele às dez da noite. Se eu fosse um pouco mais malicioso, acreditaria que “serão extra” é uma nova marca de camisinha.
Mas vejamos pelo lado bom das coisas: o legal de ser filho da putinha é que sua mãe não é cafetina (ainda) e você tem tudo pra ser político ou árbitro de futebol. Como opcional, você pode arrancar um dedo e virar presidente. É ifaí companhêro!
Para os colegas do “trancidão”
Quando precisar de um ônibus, vá de táxi, cê sabe. No táxi você não corre o risco de se sentar na cadeira dos “pêeniés” (Portadores de Necessidades Especiais) e não tem nenhuma gorda pra sentar em cima de você, a menos claro, que você se permita uma seção de lipo-flagelação. E o que é melhor: você não anda com uma centrífuga no estômago e nem é obrigado a respirar o ar pútrido de alguns sovacos acebolados. Por pouco não dão o bife também! Pelo preço do transporte, darão um quilo de muxiba pra fazer dueto.
Para os trocadalhos do carilho
Eu gosto de cursos e experiências para enriquecer o meu currículo, mas daí a escutar que estou buscando um bom “cu rico” é dose. Piadinha medíocre que envolve o meu cu, minha profissão, dinheiro e o cu dos outros. Provenham-me somente com a grana e vejo o que faço com os rabos depois. O resto vira piadinha “curriqueira”.
Para todos os rugidos e canções
A professora de semiótica disse que a estrutura linear de se expressar o pensamento é invenção do homem. Ou seja, fomos nós quem inventamos a bendita (ou maldita) forma de fazer com que a palavra B modifique A e C modificando B que, por sua vez, não existiria sem A. É certo de que a ordem dos tratores não altera o viaduto, mas a tal da estrutura linear faz-se responsável pela confusão de dormir com a Maria José e dormir com o José Maria. Se temos Teoria Matemática da Comunicação, porque não são válidas as propriedades comutativas da linguagem? Felizes são os ideogramas. E mais bonitinhos também.
Para o final do Big Brother
Uma vez ouvi dizer que o Big Brother é fruto da cultura mediana-inferior da sociedade. Então, assim como o bebê que chora antes de mamar é o povo que clama por algo que o agrade. Surge assim o nosso Grande Irmão, o caçulinha das casas de milhões de brasileiros, que têm aquilo pelo qual procuram: um programa fácil de ser digerido, que não exige muito de quem o assiste, dono de um imenso potencial para manipular e ser manipulado e, sobretudo, que retrata a realidade nacional nua e crua: gente rica lidando com gente pobre.
Junte a isso o racismo televisivo (da emissora) de colocar somente um ou dois negros em cena, um homossexual enrustido que resolve sair do armário em frente às câmeras, o saradão e a safadinha e pronto! A receita para um dos maiores fenômenos de audiência dos últimos tempos.
Para meus momentos no banheiro do escritório
Desde pequeno sempre valorizei a minha privacidade. Há quem diga que isso é coisa de boiola. Há quem diga que é normal. Só não gosto quando a falta de privacidade se transforma em exibicionismo barato ou em um prato de entrada para a falta de educação. “Vai, João! Mije de pernas e portas abertas e segure com as duas mãos!”, penso. Nunca! Prefiro a cabine com portas trancadas. Privacidade pode ser frescura, mas o mictório não reúne as visões que me agradam. Que bom que todos lavam as mãos de braguilhas fechadas.
Para a hipocrisia da TV Globo
A nossa amiguinha plim-plim é uma das maiores aliadas do Copyright e posiciona-se absolutamente contra a pirataria, e claro, está certíssima. Segundo o G1, site de notícias da Rede Globo, o novo álbum do grupo de trip-hop Portishead, que só seria lançado em meados de abril, já vazara na internet e estaria disponível para os usuários que quisessem baixar. Porém, na última edição do Fantástico, uma reportagem sobre a nova cracolândia foi ao ar sob o “fundo musical” de “Machine Gun”, música integrante do novo álbum da banda. É certo de que a diferença entre o veneno e o antídoto é a dosagem, mas combater a pirataria com a própria pirataria é novidade, pelo menos pra mim.
Para os “break-a-texters”
Até que gostei da experiência.
Para mim
Já deu.

adoro os seus posts, sempre carregados de ironia e sarcasmo!
quando crescer quero ficar igual a você… tirando certas partes neah?!
hhehehe
abração!
uai.. vc mudou um pouco esse texto.. não era assim da primeira vez que li..
enfim.. opiniões fortes qnto a tdo, como sempre! gostei foi do final do “para órfãos de pais vivos”.. concordo, com o final, não com o parágrafo!
bom, segundo o G1 o album seria lançado NO BRASIL em abril ou no mundo todo?!
Pq há um grande diferença de tempo entre brasil e mundo para lançamentos mundiais! hihii
bjos
Tem post novo! Cadê o que vc tava escrevendo?
novo post e vc nada!